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!! DAMN !! Zine !! DAMN !! Zine

 

P o r   m i l   d e m ô n i o s !
#015 - São Paulo, 21 de abril de 2002.
Para aqueles que seguem vagarosos
Classificação: impulsivo e inconseqüente
Tiragem: 144 exemplares
www.damnzine.hpg.com.br
Passe para 12 pessoas, senão a Morte Rasteira virá roer as unhas de seus pés.
 
 
 
 
"É melhor dormir em meio às vacas
que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades"
(F. Nietzsche)
 
 
 
:: EDITORIAL ::
Vanessa Barbara - vmbarbara@brfree.com.br
 
 
Ele acordou e havia capim ao seu redor. Olhou para o relógio, ainda dava tempo de ir pro inglês. Depois era preciso passar no bronzeamento artificial. E no escritório. E na fisioterapia, na hidroginástica, no consultório dentário, no bandeirante, na terapia, no karatê. Sua vida era repleta de substantivos, tão dispensáveis e vagos quanto seus dedões do pé, que moviam-se lentamente sob um torpor engraçado. Dezesseis e cinqüenta e quatro: passar na Helenilde, que era a moça do Xerox. Ele se levanta, resoluto, e subitamente lembra que havia capim - capim!!! - ao seu redor. Caramba. O que estou fazendo de paletó e meias, em cima de um monte de feno, cercado de vacas sorridentes?? (N. E.: Churrasco?) O relógio marcava dezesseis e cinqüenta e quatro, e Helenilde estaria prestes a fechar a loja, mas que diabos, malditas vacas, saiam da minha maldita frente!!
 
Barrado pelos moos ameaçadores das malhadas criaturinhas, ele resolve sentar e refletir um pouco. O que meu livro de Otimismo em Gotas diria, nesse momento? Por que diabos esqueci de ler o Horóscopo de manhã? Ah, se eu fosse o Harry Potter. Revolvendo os bolsos, encontra o celular azul, oleoso e barulhento, que tem agora um talo de brócolis no lugar da antena (estranho). No visor, ao invés de "B O M  D I A", há um sarcástico "H I H I H I H...", e o que se escuta ao encostar o ouvido é "Bem vindo à Caixa Postal Telefônica. Tecle os primeiros díg..". Pombas. Minha agenda, vou procurar minha agenda. A secretária Rose, a secretária Isabela, Hilde ou Olegária (pra quê saber o nome da criatura? Ela atende por "ô secretária", como nos filmes) sempre coloca lembretes importantes que podem me orientar agora. Taí: 21 de abril. Inglês, escritório, bronzeamento, fisioterapia, juízo final, bandeirante. Juízo Final? Por que aquela vaca me olha de um jeito estranho? Bom, eu tenho minha consciência limpa. Nunca fiz nada contra a Corporação, aliás nem sei que ela existe. Joguei no triturador de lixo aquela folha de estanho (ridícula) que o Nicanor me deu de presente. O que podem fazer contra mim? Sou apenas um substantivo ambulante, modorrento, apático e aborrecido, esperando a hora de ir pro Inglês. Nada, nunca fiz nada.
 

 

:: A MÁQUINA DO MUNDO ::
por Carlos Drummond de Andrade, drummond@damnzine.cjb.net

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo."
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

 

:: BU-BA-BAFF! ::
pensamento anônimo
 
Fez duas operações: uma na França e outra no ouvido.
 

:: A NOVA SINTAXE ::
por Johannes Becher, 1918, jbecher@mordviertdel-zyklopenstädte.com.au

As bengálicas borboletas adjetivas
Circundam em seu canto o substantivo de sublimes e rígidas estruturas.

Um particípio-ponte vai vibrar, vibrar!!
Enquanto o sagaz verbo, sonante aeroplano, se enrosca nas alturas.

Dança de artigos mexe graciosa balançantes perninhas.
Em ritmo de risadinhas agita-se uma platéia.
Mas então salta do trapézio, metálica,
Uma estrofe pura. A cadeira

Das lamparinas de rua despedaça-se.
Apesar daquela colorida dama de sagrado vocativo.
Um jovem poeta sujeitos cimenta.
Perfura o túnel do objeto... O imperativo

Eleva-se rapidamente, varrendo fantásticas paisagens de frases.
Sopra sete tubas de Hidra. Caem as nuvens.
E escorre o azul. Enérgicas montanhas avançam.
Assim desabrochamos no brilho de um sobremundo de luz de maio.

 

:: SILÊNCIO PASSIVO ::
por Gustavo Bühler, buhler@ieg.com.br

Noite fria, chuva fina. Lá ao longe, descendo o morro, um veículo. O som do motor e dos pneus na estrada de chão batido quebram um silêncio de horas. Do outro lado, uma poça d'água recebe despreocupadamente os pingos de chuva. Alguns pássaros noturnos pensam em ir até lá tomar um banho, mas se assustam com o ronco que rasga a estrada. É um carro que violentamente bate a roda no buraco e atira a água pra longe. O carro segue, espalhando o terror adiante, como se nada tivesse acontecido. Na poça, a água calmamente escorre de volta e se junta no buraco outra vez, onde aguardará silenciosamente pelo próximo carro.

 

:: READER´S DIGEST ::
a Reader´s Digest dá o tom, nós completamos as matérias.

"São Paulo, 19 de abril de 2002.
 
Caro editor do DamnZine,
Meu nome é Silas, tenho 32 anos, 1,78m de altura, 68 quilos, olhos castanhos, testa estreita, sou católico, sentimental e a favor da democracia. Gosto de poesia expressionista alemã. Recebi o Zine esquisitamente, em uma tarde de abril, e fiquei estupefato com uma das seções que vocês teimam em manter toda semana. Aquela dos títulos. Sou redator-júnior da Seleções do Reader´s Digest, onde trabalho há mais de 40 anos, e minhas atribuições na Revista são, respectivamente: trocar as lâmpadas, polir janelas, contar dezesseis piadas por hora, tossir, declamar poemas e elaborar bons títulos. Sim, sou eu o Homem dos Títulos. E fiquei bastante magoado com sua momice às minhas reportagens investigativas sobre a Lontra, o fêmur de João, a circulação linfática e tantos outros assuntos de relevância Nacional, e, por que não?, humana. Gostaria de saber para onde mando meu currículo."
 
DZ responde: Praça Tito, s/n - cep: 02419-010. Mas vc já está contratado. E sim, nós também adoramos você.
 
 

:: QUE VENHAM AS VACAS ::
por Friedrich Nietzsche, o dos bigodes

Mudei-me para a casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas e rachar fio de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meio às vacas que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.

 
 
:: CORRESPONDÊNCIA ::
e-mails reais, bisonhos e suspeitíssimos, interceptados por uma inocente pupa.
 

"Existem bolachas feitas de água e sal.
O mar é feito de água e sal.
Logo, o mar é um grande bolachão."

Escutei isso hoje na Sala de Redação. Pouco antes de um grande bólido em forma de Pêssego Em Calda entrar pela porta e destruir o monitor da Tarde. [aplausos]

Pausa pra cutucar o dedo do pé.
[Mais aplausos. Euforia. Empurra-empurra]

Hj acordei com a estranha sensação de estar com hepatite. Alguém me aconselhou a dar uma espiada na sola do pé (a minha, não a sua) e ver se ela está amarela. Mas não estava. Talvez porque eu estivesse de meias.
Estou aconselhando a todos que olhem suas respectivas solas do pé para ver se, bem, se elas ainda estão lá. É um acontecimento terrível perder a planta do pé durante uma caminhada, ou enquanto se está dormindo - mas acontece.

Fiquei sabendo q vc me ligou pra combinar os planos de dominação do mundo e explosão da Disneilândia. Sim, temos q incendiar logo o Gansolino. Ah, não, esse não era vc. Droga. Abortar operação, rápido, rápido.
[pausa para tomar remédios]

Sei lá.
Não me olhe com essa cara.

E digo mais: os melhores e-mails são aqueles que vêm com espátulas. De madeira, pq não pega gosto de metal.

Lússia, a eslava.

 
:: BU-BA-BAFF! ::
por Umberto Eco, em "O Nome da Rosa"
 
- Mas não esqueçamos que também há signos que parecem como tais e no entanto são privados de sentido, como blitiri ou bu-ba-baff...
 
- Seria atroz - disse - matar um homem para dizer bu-ba-baff!
 
- Seria atroz - comentou Guilherme - matar um homem mesmo para dizer credo in unum Deum...
 
 
 
:: TERÇA DENTRO DO ÔNIBUS ::
por FG, 0861944@bage.unisinos.br, publicado no jornal NH (RS), em 28/3/02, enviado por Gustavo Bühler
 
Um jovem estranho olhava pela janela enquanto passava a mão pela barba rala. Ao seu lado, uma garota e um rapazote se bolinavam e falavam baixinho. Ele falava alguma coisa, ela ria baixinho, encabulada. O jovem continuava olhando pela janela escancarada. A noite lá fora estava fria, mas o vento forte no rosto triste do jovem não mudava em nada sua feição, nem mesmo incomodava-o. Mas aos outros passageiros do ônibus sim. Pouco, mas incomodava. O rapazote, em seus bons momentos com a moça, era o mais perturbado com a ventania. Então, talvez para impressioná-la, ou por mero acaso, pediu ao jovem:
 
 - Opa, podia fechar o vidro?
 Sem se virar o jovem respondeu:
 - Não.
 O rapazote fez um beiço e insistiu:
 - Bah, ô carinha, tá frio hoje.
 - Ah, não me incomoda. Falou o jovem enquanto olhava as faixas amarelas da rua. Eram faixas duplas. Não ultrapasse. É perigoso...
 O rapazote ficou alvoroçado. A moça pediu para ele esquecer, puxando-o pelo queixo. Disse também que se estava frio, ela podia esquentá-lo. Ele fez um sinal para ela e murmurou, negando. Não desgrudava os olhos do jovem que continuava a olhar a janela aberta. Então o rapaz olhou frio para ele e disse:
 - Olha aqui, ô cara, tá frio hoje e você com essa janela aberta, essa ventania. Você podia... O jovem interrompeu e disse enquanto se virava.
 - Você podia sentar essa tua bunda de almofadinha e calar essa tua boca!
 
O jovem falou sem nem mudar a expressão e logo voltou a olhar pra fora da janela. O rapaz se levantou e avançou.
 
O jovem arrancou o braço do assento e arrebentou no rosto do rapaz. Caiu como um enorme saco cheio de merda. A moça ficou estática, e o jovem olhou um mendigo tocando gaita pela janela, encostado em um supermercado. O ônibus continuou andando e Deus cantou: "...Deixem os deprimidos em paz/Pois felizes eles não estão/Só quando comigo estarão/Se com eles, ser um burro/Logo deles tomarás um murro/Deixem os deprimidos em paz..."
O mendigo tossiu. Limpou a gaita. Passou um padre com olhar sério e, tão logo jogou uma moeda no chapéu do pobre, que esqueceu do ato. Fez sua boa ação. O mendigo comprou uma pinga e passou a madrugada inteira bebendo sem passar frio. Em paz.
 
 

:: DICAS CULTURAIS ::
obras de arte performáticas de Chris Burden, citadas por James Gaardner

Em Velvet Water, em 1974, "repetidamente, mergulhei a cabeça em um tanque numa tentativa de respirar água. Depois de 5 minutos comecei a tremer e desmaiei". A mais famosa das performances de Chris Burden foi SHOOT, apresentada em Santa Ana, em 1971. "Às 19:45 um amigo me deu um tiro no braço esquerdo. Era uma bala de cobre rifle longo, calibre 22. Ele estava a menos de 5 metros de distância". A bala existe até hoje como relíquia.

 

:: ESTAGNAÇÃO ::
por Georg Heym, poeta expressionista alemão, gheym@zyklopenstädte.com.au

... Se pelo menos alguém iniciasse uma guerra, nem precisaria ser justa. Essa paz é tão estagnante.

 
 
:: FIM DO MUNDO ::
Jakob van Hoddis, 1911, hoddis@mordviertdel-zyklopenstädte.com.au
 

O chapéu voa da cabeça do cidadão,
Em todos os ares retumba-se gritaria.
Caem os telhadores e se despedaçam
E nas costas – lê-se – sobe a maré.

A tempestade chegou, saltam à terra
Mares selvagens que esmagam largos diques.
A maioria das pessoas tem coriza.
Os trens precipitam-se das pontes.


:: VOCÊ PERGUNTA, NÓS NÃO DAMOS A MÍNIMA ::
Questionamentos sadios de uma sociedade doente

??? Afinal, de uma vez por todas, o que é a "Corporação" de que vocês tanto falam? (Silas, Votuporanga-SP)

 

 

 

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Créditos Finais

:: EXPEDIENTE ::

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Este Zine é impessoal. Computadores-robô meticulosamente programados desenvolvem os textos, se emocionam, revisam e publicam a visão neutra e imparcial da coisa toda. O único responsável é a instituição "Da Redação".


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... Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado (que vem logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido)
- Stephanie A.

## Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque (oinc!) estava na lista de indivíduos manquitolas da lista negra dos Illuminati. Ou então, ou então! Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque foi um dos 139 mil nomes escolhidos entre todos os possíveis do mundo, sorteados em uma grande urna chinesa. Você e Li-Ching-Yang. Caso não queira voltar a receber este monte de bobagens, mande um e-mail para vmbarbara@brfree.com.br, e escreva na linha de assunto: "Me deixem em paz, pelas barbas de Tutatis!". Se quiser que mais vítimas recebam o Zine, também escreva para esse e-mail mandando o endereço dos condenados e o número e senha de suas contas bancárias. ##

!!DAMN!! Zine - o zine das coisas que foram, das coisas que são o que são, das que não são o que não são e das que poderiam vir a ser o que não foram. Perfeito para forrar o chão de barracas fajutas e para embrulhar mortadela. Parceiro do tablóide norte-americano "O Sol da Meia Noite", mas não olhe pra trás porque tem um fauno fritando ervilhas nas suas omoplatas.

"Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que ri cuidado para que não babe".

Mande suas contribuições!! Envie seus textos!
vmbarbara@yahoo.com

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