Home :: Arquivo :: Contato

 

!! DAMN !! Zine !! DAMN !! Zine

 

P o r   m i l   d e m ô n i o s !
#017 - São Paulo, 14 de maio de 2002.
Para aqueles que só lêem pulando as vogais
Tiragem: 147 exemplares
Na compra de bilhetes, utilize dinheiro trocado.
www.damnzine.hpg.com.br
Unhas, sigam-me!

 
 
 
"A psicóloga Iracema conseguiu cavar um túnel para fugir com as unhas"
(Folha de S. Paulo)
 
 
 

:: OLITERIAD ::
Vanessa Barbara, vmbarbara@yahoo.com

Celeste era uma gorducha pasteleira que trabalhava nos planos macabros da Conspiração, mas só quando tinha tempo. Ela possuía uma estante secreta (escondida atrás de uma porta falsa, que na verdade vinha a ser apenas uma porta verdadeira), onde guardava toda a literatura sacra dos grandes conspiradores da Corporação. A confusa rotina de Celeste era acordar pela manhã, escovar os dentes, fritar pastéis de sapato, levar as crianças ao tomate, costurar solas de bingo, assistir desenho, cortar as unhas do pé e, ao final da noite, citar um país qualquer que comece com a letra M para ser aniquilado com pasta de maionese no dia seguinte.

Pois Celeste era uma senhora feliz.

Na terça-feira, havia participado de um concurso de bambolê, em que se classificara como terceira colocada na categoria roliça, quando recebeu um telegrama fonado. Ou então, uma telemensagem personalizada. Melhor ainda: um hesitante pombo-correio entrou pela janela falsa (que obviamente era verdadeira) e fez pousar em cima da cômoda uma mensagem da Corporação. "Deve ser o primo Tobby me chamando para assoprar no ouvido dos jogadores de bocha, ou para cutucar as costelas do governador com o cabo do garfo", pensou a angelical Celeste, que era sempre convocada para realizar as missões sem propósito que tanto confundiam os opositores da Conspiração.

Não era primo Tobby. E nem era um pombo-correio, mas um ganso enfurecido que despachou na mesa um pedaço de papel pardo e pôs-se a bicar violenta e sangrentamente os rechonchudos mindinhos de Celeste, que se desesperou, urrou palavras de ordem em sânscrito (no momento exato em que desabou uma colina de sal na Bolívia, matando três patinhos e dois executivos), cambaleou pela alcatifa do sobrado e finalmente pisou no alçapão falso, que dessa vez era mesmo falso mas parecia tão verdadeiro que Celeste sucumbiu. No andar de baixo, a sobrinha Angélica cozinhava batatas e pôde fotografar a queda da tia Celeste bem no momento em que aconteceu. Verdade.

Pois Angélica vendeu a matéria para o Reader´s Digest, para o Último Segundo e para a revista Lua, e casou-se (porque as histórias devem sempre terminar bonitas assim) com um criador de gansos chamado Gabriel, que alguns dias depois teve que ser internado às pressas por mastigar e engolir um diminuto pedacinho de papel pardo.

Desfrutem (bem depressa) esta generosa edição #017, antes que ela canse de olhar pra vocês e resolva ir dormir.


:: CANTO AO HOMEM DO POVO CHARLIE CHAPLIN ::
por Drummond, Praça Tito, s/n - cep: 02419040

Cheio de sugestões alimentícias, matas a fome
dos que não foram chamados à ceia celeste
ou industrial. Há ossos, há pudins
de gelatina e cereja e chocolate e nuvens
nas dobras do teu casaco. Estão guardados
para uma criança ou um cão. Pois bem conheces
a importância da comida, o gosto da carne,
o cheiro da sopa, a maciez amarela da batata,
e sabes a arte sutil de transformar em macarrão
o humilde cordão de teus sapatos.
Mais uma vez jantaste: a vida é boa.
Cabe um cigarro: e o tiras
da lata de sardinhas.

Não há muitos jantares no mundo, já sabias
e os mais belos frangos
são protegidos em pratos chineses por vidros espessos.
Há sempre o vidro, e não se quebra,
há o aço, o amianto, a lei,
há milícias inteiras protegendo o frango,
e há uma fome que vem do Canadá, um vento,
uma voz glacial, um sopro do inverno, uma folha
baila indecisa e pousa em teu ombro: mensagem pálida
que mal decifras. Entre o frango e a fome,
os valos da lei, as léguas. Então te transformas
tu mesmo no grande frango assado que flutua
sobre todas as fomes, no ar; frango de outro
e chama, comida geral
para o dia geral, que tarda.

 

:: TODAS LAS SALIDAS ::
por Angel Fechera

... Habian bloqueado todas las salidas, pero el escapó por una de las entradas...

 

:: EU SEI MAS NÃO DEVIA ::
por Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

 

:: DESAPARECIDO ::
por Manu Chao

Me llaman el desaparecido
que cuando llega ya se ha ido
volando vengo, volando voy
deprisa deprisa a rumbo perdido

cuando me buscan nunca estoy
cuando me encuentran yo no soy
el que esta enfrente porque ya
me fui corriendo mas alla

me dicen el desaparecido
fantasma que nunca esta
me dicen el desagradecido
pero esa no es la verdad
yo llevo en el cuerpo un dolor
que no me deja respirar
llevo en el cuerpo una condena
que siempre me echa a caminar...

 

:: SEJA PARANÓICO SOBRE SATÉLITES ::
por Nigel Findley, o profeta maior

Eles estão girando pelo espaço sem nada que os sustente lá em cima. É contra a natureza. Existe alguma coisa diabólica por trás disso tudo, escreva o que eu estou dizendo. Mesmo que eles não tenham sido construídos pelos alienígenas de Charles Fort.

Eles estão nos observando. Hoje em dia, os satélites têm câmeras capazes de ler uma placa de automóvel a 300 km de distância; pelo menos é o que diz o Sol da Meia Noite. (Pena que as placas não sejam colocadas no teto dos carros, não é?)

Eles estão mantendo arquivos com nossas posições - pelo menos daqueles que têm telefone celular (v. pág 73, "Eles Sabem Onde Você Está"). Quem sabe? Pode ser que eles sejam capazes de rastrear os aparelhos de vídeo cassete. E provavelmente relógios digitais também.

Nem se atreva a pensar em raios laser controladores da mente (mas veja a pág 122 e ponha uma folha de estanho dentro de seu chapéu).

E, o pior de tudo, eles pretendem confundir as constelações e as previsões astrológicas. Se você for de sagitário e tiver Telstar em gêmeos e Skylab como ascendente, ninguém será capaz de ler seu horóscopo direito.

 

:: SOUND AND FURY ::
por Guilhermo Shakespeare

Life is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury.
Signifying nothing.

 

:: CLASSIFICAÇÃO ::
por Jorge Luis Borges (!!)

Os animais se dividem em: a) pertencentes ao imperador, b) embalsamados, c) domesticados, d) leitões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com um pincel muito fino de pêlo de camelo, l) et cetera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas.

 

:: NOVO ESTILO DE ASSALTAR BANCOS ::
a Reader´s Digest dá o tom, nós completamos as matérias.

Primeiro, pega-se um rolo de barbante, daqueles que se usa para embrulhar presentes de aniversário. Em seguida, unta-se (com cuidado, leitora, com cuidado) o barbante em uma massa cremosa de penas, xarope, folhas e cola colorida, cuja receita está anexo. Após esperar secar (esta etapa costuma ser danosa para os que colam o dedo muito facilmente nos lugares), você pode encarar sua pequena obra de arte: um fiapo camuflado. Contemple-a desinteressadamente.

O passo seguinte é encontrar um martelo, uma chave de fenda e um fio de cabelo grisalho de um homem de 43 anos, juntar tudo e levar ao fogo brando. Atenção: não deixe derreter a massa pastosa de ferro, e use-a para acoplar (como uma grande plataforma alada) ao fiapo camuflado que descrevemos a seguir. A censura não nos permitiu veicular a fotografia do componente final, mas que fica bonito, ah se fica.

Para que sua receita da Gosma Abstrata Moderna logre êxito na hora de assaltar um banco, deve-se cuidar para que nada saia errado. Primeiro, coloque o componente Ferro-Penas-Xarope-Barbante e o que mais vc quiser dentro de uma grande sacola, bem lá no fundo, ocultada por um gato. É importante que se escolha um daqueles gatos imundos, cujo nome normalmente é "Gato", para não despertar suspeitas.

Entrando no banco, a sacola deve apitar na máquina de sucção de cérebros do banco, digo, na máquina que dispara quando encontra metal. Simpaticamente, vc tirará o pequeno bichano de dentro da sacola e dirá algo como: "é só o meu Gato, que fez um transplante de cócoras (pois ele estava sem as dele) e colocaram pinos metálicos em sua testa", e provavelmente te deixarão ir em frente. Se os guardas desconfiarem e descobrirem o Composto Surreal, diga que é um aparelho para fazer abdominais ou uma suqueira.

Se depois de todos esses contratempos você conseguir passar, finalmente coloque o Engradado Esquisito e Disforme no topo de sua cabeça, como um chapéu, perpassando o barbante camuflado pelas costas; suba em cima de um dos cones das filas, comece a grasnar e dance. Enquanto isso, seu comparsa (orientado pelo artigo seguinte) estará previamente disposto em "M" no lustre de diamantes do banco e, quando vc gritar: "lúpulo!", diversas nozes orientadas irão atingir os olhos dos atendentes, quicarão no lustre e voltarão para serem cravadas nos narizes dos guardas, que esbarrarão nas câmeras do circuito interno, fazendo com que finalmente você possa saltar os corpos feridos, cumprimentar o comparsa no lustre e recolher o saco de moedinhas que vc esqueceu anteontem no caixa do banco.

 

:: VAI LÁ, Ô ::
por Sólon

Ordenai ao ruivo Crítias que obedeça seu pai.


:: COISAS PARA SE FAZER NO JAÇANÃ-USP ::
por especialistas do ramo

A lista a seguir foi retirada do livro "879 Coisas Para Se Fazer Em Duas Horas de Ônibus, Quando Se Está Em Pé ou Os Bancos São Desconfortáveis". É um manual útil para um mais proveitoso suplício orientado. Confira:

1) Fazer massagem nos pés
2) Escrever cartas
3) Conhecer a vida, obra, curiosidades e preferências do cobrador, do motorista e de 13 passageiros, aleatoriamente
4) Jogar forca no vidro (quando está chovendo)
5) Compor um samba-enredo e uma tragédia épica
6) Declamar poesia expressionista
7) Dormir, acordar, comer, mascar chicletes e voltar a dormir
8) Contar os fios de cabelo do cidadão da frente
9) Segurar 312 cadernos diferentes
10) Olhar o relógio de minuto em minuto
11) Fazer origamis e presentear os passageiros
12) Puxar um "motorista, motorista, olha a pista..."
13) Contar até 3.923.819 em voz alta
14) Recomeçar a contagem, em inglês
15) Sortear prendas entre os que participarem do bingo
16) Inventar enigmas obrigatórios para se poder passar pela catraca
17) Lembrar de todas as palavras possíveis com L
18) Repetir a operação com as demais letras do alfabeto
19) Acenar para a micro-sociedade do ônibus ao lado, se o trânsito estiver congestionado
20) Inventar novas modas de segurar nos balaustres e dobrar as pernas
21) Est(r)alar todas as articulações do corpo
22) Assoviar
23) Fazer caretas no vidro para os que estão na rua
24) Planejar seu futuro em 815 pedaços de papel
25) Rasgar tudo e escrever um haikai
26) Abrir um pacote de bolachas recheadas e fazer amigos
27) Arquitetar planos de dominação do mundo
28) Gritar "tarântula!" ou "rododendros!" em determinado momento, e depois fingir que está dormindo
29) Cronometrar quanto tempo o ser humano consegue ficar completamente imóvel
30) Olhar pra fora e perceber que ainda estamos no meio do caminho



:: CORRESPONDÊNCIA ::
e-mails reais, bisonhos e suspeitíssimos, interceptados por uma inocente pupa.

Eu.
Atenciosam,

Preciso ir porque
(veja! não precisamos mais de desculpas!)
Então, a gente podia desfilar no Dia do Bombeiro-Criança, eh uma ocasião folclórica, vai dizer que vc nunca
Só não te garanto que
Vc sabe, aquele
Sim, eu topo, inclusive aquela história do
Acho que sim, deve ser mto bom fazer coisas q não se sabe o q são, mas, afinal, não importa para onde vamos, o que importa eh que nunca
É que nem aquela história do
Vc sabia que ontem eu

Saudações ao povo da
Olá!

(se optar por fugir da floresta e seguir à trilha que leva às Fendas da Perdição, vá para


:: MAIS COISAS QUE MERECEM NOSSA PARANÓIA ::
por Nigel Findley

Conspirações de Pura Malevolência! - Quem foi que disse que uma conspiração tem que ter um motivo significativo? Vai ver eles só estão querendo atormentar alguém. É óbvio que a pessoa que inventou o salto alto odiava as mulheres, mas tem gente que dá duro para que eles continuem na moda.

Os Painéis dos Automóveis! - Você já se perguntou por que é que eles deixaram de colocar os nomes dos controles em português e passaram a usar aqueles desenhinhos que ninguém consegue entender? Para tornar as coisas mais fáceis? Difícil de acreditar. Mas quando todo mundo na Terra tiver morrido vítima de uma doença alienígena, aqueles painéis vão servir direitinho para os demônios de Altair que vão desembarcar seus discos voadores e saquear nossas cidades....


:: VOCÊ PERGUNTA, NÓS NÃO DAMOS A MÍNIMA ::
Questionamentos sadios de uma sociedade doente.

??? Afinal, esse tal de Bruno de quem vcs tanto falam, existe? (anônimo, por email)

Em termos, em termos...

>>>>
Créditos Finais

:: EXPEDIENTE ::

Este Zine é impessoal. Computadores meticulosamente programados desenvolvem os textos, se emocionam, revisam e publicam a visão neutra e imparcial da coisa toda. O único responsável é a instituição "Da Redação".


======================================================================

... Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado (que vem logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido)
- Stephanie A.

## Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque (oinc!) estava na lista de indivíduos manquitolas da lista negra dos Illuminati. Ou então, ou então! Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque foi um dos 139 mil nomes escolhidos entre todos os possíveis do mundo, sorteados em uma grande urna chinesa. Você e Li-Ching-Yang. Caso não queira voltar a receber este monte de bobagens, mande um e-mail para vmbarbara@brfree.com.br, e escreva na linha de assunto: "Me deixem em paz, pelas barbas de Tutatis!". Se quiser que mais vítimas recebam o Zine, também escreva para esse e-mail mandando o endereço dos condenados e o número e senha de suas contas bancárias. Se quiser usar cartão de crédito, basta fornecer o número. ##

!!DAMN!! Zine - o zine das coisas que foram, das coisas que são o que são, das que não são o que não são e das que poderiam vir a ser o que não foram. Perfeito para forrar o chão de barracas fajutas e para embrulhar mortadela. Parceiro do tablóide norte-americano "O Sol da Meia Noite", mas não olhe pra trás porque tem um fauno fritando ervilhas nas suas omoplatas.

"Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que ri cuidado para que não babe".

Mande suas contribuições!! Envie seus textos!
vmbarbara@yahoo.com

::: www.damnzine.hpg.com.br :::