\n'; document.write(barra); } } changePage();
!!DAMN!! Zine
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1) Intervenções cirúrgicas no duodeno2) Descer de cabeça, rolando ou escorregando, pela parte externa do edifício da Fiesp3) Palitos. Odeio palitos.4) Tratamento de canal5) Apodrecer aos poucos em Confraternizações Madalênicas6) Cravar tesouras afiadas no olho7) Sapatear em público8) Exercitar-se pela rua naquelas bicicletas gigantes de oito chineses9) Equilibrar cabos de vassoura no nariz10) Qualquer coisa que envolva dedos dos pés11) Abandonar o projeto hortifrúteo do semanário "A Hortaliça"12) Domar ariranhas de circo13) Vender capa pra celular (capa pra celular, capa pra celular)14) Hipotireoidismo15) Qualquer oba-oba que envolva jornalistas, RPs e auxiliares do Tinoco (tinoco@tinoco.com)16) Pirocópteros17) Morte lenta e dolorosa (pode ser apenas lenta ou particularmente dolorosa)18) Cravar tesouras afiadas no olho de outrem19) O item anterior admite algumas restrições20) Comida turca que tenha curry em excesso21) Qualquer coisa que nos obrigue a manusear granadas22) Tifo e doenças relacionadas23) Operação de grampeamento bochêcheo, a fim de sorrir sempre e cumprimentar as visitas24) Aftas
"Lá existem pessoas – imaginem! – que não dormem!”
“E por que não?”
“Porque não ficam cansadas.”
“E por que não?”
“Porque são loucas.”
“Então os loucos não ficam cansados?”
“Como é que os loucos poderiam ficar cansados?”
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Regue sua alma
Lave seu espírito
Com límpidas, translúcidas
Bolhinhas de amor.
– Finalmente concluímos nossa autobiografia.
– Está meio modesta, mas vá lá.
– Como poderíamos publicar isso? Seria, fatalmente, um
best-seller.
– Será que esse negócio de psicografia
funciona?
– Não sei. A gente nunca acreditou nisso.
– A gente nunca acreditou em nada, Paulo. E estamos
aqui.
– ...
– O Viktor!
– O Viktor acreditava, é claro. Por isso hoje ele toca sax na banda de
anjos, tem hidromassagem...
– Não isso, Paulo. O Viktor deve conseguir realizar o que pretendemos.
Ele tem influência aqui.
Deixaram o casebre celestial e dirigiram-se aos Campos Elíseos, que
era onde o tal morava. Perto da entrada, em frente a um celestial bar
que servia drinks sofisticados e sem gosto (como quase tudo no Céu), toparam com
São Pedro.
– Cabrones!
– Seu Pedro! – uníssono.
– Como ides? Conteis as novas! – São Pedro gostava deles. Era um desses
velhos bonachões que dificilmente se divertem e procuram nas pessoas bacanas as
emoções que lhe faltam.
– Estamos com pressa, São Pedro. Vamos ao
Viktor.
– Ah... Perda de tempo. Ele está em curso.
– Curso?!
– De "canonização". O Pai está pleiteando uma vaga de santo para ele.
Inclusive, eu estava levando estas auréolas para os alunos do curso. – explicou
o Santo, pomposamente, enquanto exibia aquelas argolas douradas e reluzentes
presas ao seu notável molho de chaves
– Ih, coitado do Vitão!
– Oh, André!! – o semblante do velho Santo fechava um pouco – Ser santo
não é o fim do mundo. Há uma série de vantagens nisso. Por exemplo: o Viktor
terá um dia de festa para ele na Terra. Poderá interferir na vida de um ou de
outro ser. E o melhor: poderá aparecer para algumas pessoas, o que sempre dá
notícia, está deveras na moda. Sem contar que as regalias do Pai para os
santos são... um pouco mais generosas...
– Achei que ele tratasse todos igualmente.
– Argumento de perdedor – sussurrou o velho.
– Bom, mas se é assim, nós também queremos ser santos. Que é que temos
que fazer?
As gargalhadas de São Pedro ecoaram por milhas e milhas no
Céu.
– Vós sois muito divertidos, caras. Desde que o espírito do Groucho
reencarnou num técnico de elevadores, eu não ria tanto... Vindes, sentemo-nos
aqui e tomemos um aperitivo. Por minha conta.
Algumas cervejas depois, as regalias da santidade ainda atiçavam os dois
espíritos.
– Então, Seu Pedro, não tem como arranjar uma vaguinha de beato pra
nós?
– Rapazes, rapazes... Não insistais com isso. O que vos justificaria como
santos?
– A justiça. – afirmou André.
– O amor. – completou Paulo.
Todos riram. Muito.
Então os dois tentaram de novo:
– Qual é, Pedrão, dá uma chance. Só pra gente ficar com o nosso
camarada Vitão... Nós já viemos pro Céu, então somos bons, não
é?
– Amigos... dizeis coisas boas, mas aqui os vossos pensamentos
transparecem... Tu, André, só o que sabes sobre santos é que costuma-se derramar
um gole da cachaça para eles; algo, aliás, que nunca
fizeste.
– E o desperdício? E o desperdício?! É pecado, pô! – justificou, André,
ajeitando a boina.
– E tu, Paulo, só queres a canonização para ser beijado pelas mulheres
mais puras.
– Que absurdo! Eu seria incapaz de discriminar as não tão
puras.
A insistência continuou sem êxito. Aí veio a idéia
de apelar:
– Olha, São Pedro, na verdade a gente não está pedindo por nós, apenas,
mas também pelo Viktor. Na vida ele sempre ficou chateado por ser tão melhor que
nós. Chegava a ter faniquitos se insinuássemos isso. E até que a gente tentou
tratá-lo como um cara comum, um qualquer amigo. Agora, se ele virar santo e nós
não, vai se comprovar o que sempre dissemos, e ele vai ficar deprimido, ou
bravo, periga até abdicar.
Diante dos bons argumentos dos amigos, São Pedro resolveu encerrar o
assunto:
– Compreendais, carinhas, mesmo que
eu quisesse realizar a vossa vontade, há uma série de outros problemas que me
deixam de mãos atadas, entendem?
– Por exemplo?
– Por exemplo: já existem santos com os vossos nomes. São Paulo e Santo
André. Já existem. E são famosos, não dá nem pra fazer cambalacho. Diferente de
São Viktor, com "k" no meio, que é inédito; e tem uma sonoridade boa, com apelo
comercial e tudo.
– Podemos usar pseudônimos! – brilhou Paulo.
-- Isso! Boris e Aníbal, que tal? -- sugeriu André.
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Encerrado o assunto, o papo ficou em torno de
amenidades. André reclamava que a comida era sem gosto e sem gordura, Paulo
argüia que as roupas eram todas muito compridas e sóbrias... Em algum momento
perguntaram a São Pedro se todos os santos falavam assim como ele, formalmente,
a que o Santo respondeu que “sim, exceto o Todo-Poderoso, que gosta de falar que
nem o Mussum”.
E assim a conversa foi passando
despercebida.
Muito tempo – e muitas bebidas – depois, São
Pedro cantarolava, com sílabas moles, algum samba do Adoniran Barbosa – “Trem
das Onze”, parecia. E, aproveitando a deixa do primeiro refrão, os dois amigos
se despediram do parceiro trôpego e foram embora. Na saída do bar, ainda
passaram uma cantada na garçonete – que era um anjo,
literalmente.
São Pedro só deu pela falta de duas auréolas em
seu molho de chaves no dia seguinte, ao acordar com uma baita dor de cabeça e
sem lembrar de muita coisa. Daí foi o maior auê: inquérito, ameaças, e o diabo a
quatro (bem, o Diabo, mesmo, tinha um álibi justo). Sobrou pro Paulo e pro
André, que negaram tudo até a morte e juraram por Deus a inocência. A coisa só
não ficou pior porque o Viktor intercedeu e botou panos quentes no assunto,
antes que o Criador dissesse “Cacildis!”.
Acabou ficando por isso mesmo e, algum tempo
depois, o bafafá foi esquecido. Só restaram uns boatos estranhos sobre missas
para um tal São Boris, celebradas com vodka e amendoim em vez de vinho e pão, e
sobre o milagre da imagem de um tal Santo Aníbal, que dizem aparecer em espelhos
de boates e casas noturnas.
Boatos, boatos.
:: INGRESSOS AQUI!
::
provérbio indiano, ou algo do
tipo
Senta-te à beira do rio e espera, o cadáver de teu inimigo não tardará a passar.
:: SUGESTÃO MUSICAL DE
HOJE ::
por Popão, in
memorian
Hell Patrol (Judas Priest) -- Sensacional. Empolgante. Corinhos durante o reeeeeefrãaaao (reeeeefráááaaao) e vocalistas que descabam pra categoria "fininho" quando mais se espera.
"É como o livrinho do ursinho panda", disse alguém.
:: NUEVO!!
::
por Agka Agkundka, senhor dos
dezessete portais de caruncho
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ExpedienteEste Zine é impessoal, objetivo e imparcial. Computadores meticulosamente programados preenchem formulários, desenvolvem os textos, se emocionam, revisam e publicam a visão neutra e apolítica da coisa toda. O único responsável é a instituição "Da Redação".
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... Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado (que vem logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido) - Stephanie A.
## Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque estava na lista de indivíduos manquitolas da lista negra dos Illuminati. Ou então, ou então! Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque foi um dos 139 mil nomes escolhidos entre todos os possíveis do mundo, sorteados em uma grande urna chinesa. Você e Li-Ching-Yang. Caso não queira voltar a receber este monte de bobagens, mande um e-mail para vmbarbara@yahoo.com, e escreva na linha de assunto: "Me deixem em paz, pelas barbas de Tutatis!". (Fnord keeps a spare eyebrow in his pocket.)
"Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que ri cuidado para que não babe".
::: www.damnzine.hpg.com.br :::
nos pusieramos todos contentos sin
preguntar
por