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!A Hortaliça!
:: COMENTÁRIO AO EXCONJURO ACIMA ::
do Tio Toby, que posteriormente aparece em uma matéria da Superinteressante
sobre hipotireoidismo
:: COMO ASSASSINAR SEU MARIDO ::
trecho do Reader's Digest '77, divertidos desde então
"Seu marido é um paspalhão que não a aprecia nem demonstra a ternura e a afeição que vc merece? Considere então os seguintes métodos socialmente aceitos para acelerar o advento de uma viuvez alegre. São cientificamente calculados para ajudá-la a liquidar seu marido em pleno viço, sem o risco de ser presa ou mesmo sofrer a desaprovação de seu círculo de relações."
Sim.
Um livro.
E
chamava-se "O Homem Que Confundiu Sua Mulher Com um Chapéu".
Nada mais havendo a tratar, encerro o presente editorial.
::
CORRESPONDÊNCIA n. 742/2001 ::
Lamentável, como de
costume.
Olá, crianças, olá mocinho, olá auditório, olá trupe de contorcionistas. Olá sapo babão (sei que vc está aí).
Comprei uma estante cor-de-rosa ontem. Estava andando na rua, mastigando fiapos de lã, e aconteceu aquela velha história: garota chuta pedras para passar o tempo, acerta um velhinho que vende churros, velhinho persegue moça, ela joga calda de caramelo fervente nos olhos dele, e pimba: eles se mudam pra Wyoming e compram uma concessionária de bananas-boat. Já vi isso milhares de vezes. Não vai acontecer de novo. Estava até começando a tornar-se enfadonho, então comprei uma estante cor-de-rosa para modificar meu destino e espantar os maus fluidos provenientes da perpendicularidade da estante de mogno com relação ao espelho alemão, como aconselham os grandes mestres do Feng Shui. Acontece que o vendedor acabou ignorando meus apelos metafísicos e deu-me uma estante de pessoas normais, de modo que precisarei adorná-la com toda espécie de fiapos para que eu não seja morta por um psicólogo compulsivo-obsessivo, como previsto no manual do Feng Shui, pp. 442-A, "Dos Que Desprezam o Equilíbrio das Cores". Não, não pare ainda, continue lendo.
Fiz uma pausa para martelar a parede por motivos gratuitos e acabei pensando com os meus botões. Antigamente, usávamos um abridor de latas em forma de atum para abrir as latas de molho de tomate. (Meu irmão gritou do quarto: "Extrato de Tomate!", e isso me assusta mto, mas vamos prosseguir como se nada tivesse acontecido e nenhum fruto tivesse sido evocado sem qualquer motivo, resultado da mente insana de um parente cosangüíneo inconveniente). Enfim. Eu abria as latas com um abridor parnasiano. Hoje existe uma argolinha nas tampas das latas para ser levantada e puxada com o dedo (inclusive o do pé), e as crianças não são mais felizes. Não podem mais machucar-se de propósito com a ponta afiada dos abridores de atum e sair na rua jorrando sangue pelas ventas, sem ao menos saberem onde ficam as tão propaladas ventas.
Vou deixar isso anotado aqui, e depois volto ao assunto. Estou escrevendo porque preciso de ajuda. Formalizei hoje mesmo um pedido de almofadões aqui em casa, que constava de 1 (hum) carregamento de puffs bufantes e macios, de cor lilás, junto a almofadões com estampas variadas, e entreguei pras autoridades da casa. Paralelamente, tenho outro problema: a plantação de mixiricas embaixo do colchão, descoberta recentemente pela fiscalização, mas não vou te dar muitas coisas para resolver porque você é diminuto e atarefado. O seu problema é o do almofadão. Gostaria que me informasse quantos metros cúbicos de ar deve ter um puff por dentro, para ser um legítimo e bufante puff, e onde posso comprar um almofadão higienizado e comestível, já que é um hábito íntimo meu mascar pedaços de almofadão quando as mixiricas acabaram por completo. Considerando tais pormenores, sua ajuda será de muita valia e até deixo-o preencher inúmeros cupons de pasta de dente que peguei na rua para distribuir entre os amigos e entes queridos, para que todos fiquem remotamente satisfeitos.
Por último: em uma escala de 8 a 4, quanto de sanidade você ainda acha que tem?
E que os vermes morram de fome - com os diabos.
"...e, dizendo isso, beijou o poste com fúria cega, dizendo em seguida: 'mate-me, mate-me antes que a vida o faça!".
E morreu, acometida pelo tifo.
No início, havia uma caixa. Imagine um jardim ou uma praça, com a grama rala e sem flores ou árvores – no centro deste lugar você pode inserir uma humilde caixa, pequena ou média, de papelão marrom com a inscrição “Este Lado Para Cima” virada ao contrário.
Por obra de alguma mente pândega ou devido a circunstâncias anteriores ao início deste parágrafo, dentro da caixa havia algo que se movia como uma pulguinha cardíaca. Ninguém estava por perto.
Era tarde e a caixa tombou ao chão, abrindo-se; dentro dela saiu um garotinho minúsculo, magro e vagamente neurótico, que rasgou o papelão e foi engatinhando, para frente e além.
O bebê tinha apenas fraldas, como manda a vasta literatura relacionada ao tema, e atravessou a praça, naquele andar de quatro patas, rebolando, babando e sendo um bebê.
Atravessou a rua e parou todos os carros, naquela engatinhação de mãos e de pés descalços, sempre carequinha e desajeitado, como convém a um representante da espécie. Chegou ao outro lado da rua e se deparou com
2.
Um buraco. Redondo. Inexplicável e atônito como um bebê mudo dentro de uma maldita caixa. Talvez tenha sido feito por algum bólido espacial incandescente, refletiu o pequeno, inclinando a cabeça e soltando bolinhas de baba, realmente confuso. Olhou para o buraco e tentou calcular o diâmetro e a profundidade. De súbito, ouviu berros e virou-se: a mãe estava na praça, a persegui-lo. Contornou o buraco e chegou a
3.
Um muro. Ó muro, tu que és tão forte, que tapas o sol que derrete o asfalto, livrai-me da minha mãe. Diante daquela prece, o muro – que tudo vê mas que pouco fala – afastou-se do caminho e deixou a pobre criança passar, sem antes cumprimentá-la pelo belo modelo de fraldas e a maneira displicente de dispor os não-dentes em torno de sua gengiva engraçada.
(tinha continuação, mas ninguém merece).
"Nihil me paenitet hujus nasi" - Este nariz não me desagrada
"Nec est cur paeniteat" - Não há razão para que te desagrade
"Nihil me alea ernulphus nasi" - Sem ele, eu nada seria
"Atque omnium alea virtutum nasi mirificus?" - E, com os diabos, como poderia malograr semelhante nariz?
Levantou-se da cama e fez um círculo de giz azul no carpete. Ficou ali de cócoras, encarando-o com toda a seriedade do mundo. Não parecia haver nada de mais curioso neste mundo do que aquele círculo de giz em específico, bem no centro da sala.
Começou a cobrar ingressos: vinte e cinco centavos para ver o círculo, cinqüenta para falar com ele. Diríamos que encheu de gente, não fosse uma mentira; melhor seria afirmar que JJ cochilou no tapete durante três ou quatro dias. Não se sabe exatamente o que aconteceu nesse período; certo é que, quando JJ acordou, a casa estava vazia e o círculo tinha se transferido para o banheiro.
...será chamado de Barbecue Bob, terá longas barbas ruivas e um futuro patético - profetizou a Fada Verde, apagando o cigarro no cotovelo.
Enquanto Rufos checava ao mesmo tempo com o Necrotério e o Disque Crianças Desaparecidas, a pobre Coifas estava sentada em um banquinho, telefone celular na mão, ligando para os senhores da letra A/Aab da lista telefônica endereços residenciais. Acreditava mesmo que estava sendo útil. Considerando o fato de que não se faz necessária a conclusão a contento da presente história, que parou de me interessar há um bocado, digamos que Rufos saiu correndo de casa para comprar páprica e espalhar pela casa, na esperança de que Calhas aparecesse para o jantar, e naquele mesmo instante a inocente Coifas entrou em contato com Aarão, filho de Barrabás (do volume seguinte), e este lhe confessou que estava prestes a fugir com Calhas para um lugar onde não houvesse telha alguma entre ambos; ao que Coifas respondeu "obrigada mesmo assim", riscando Aarão da lista e discando 555-7794, o número seguinte que pertencia ao Abade Mouro. (Deu ocupado.)
Todas as vezes em que algo desfavorável a mim é escrito, não apenas compartilho o sentimento mas julgo que poderia fazer o serviço muito melhor. Talvez eu deva aconselhar meus potenciais inimigos a enviar-me suas queixas antecipadamente, com total certeza de que receberão meu apoio e ajuda incondicionais. Inclusive já quis escrever secretamente, sob pseudônimo, uma crítica impiedosa contra mim mesmo.
Em todo o caso havia um só túnel, obscuro e solitário: o meu, o túnel em que havia transcorrido minha infância, minha juventude, toda a minha vida. E num desses trechos transparentes do muro de pedra eu divisara esta mulher e crera ingenuamente que vinha do outro túnel paralelo ao meu, quando na realidade pertencia ao imenso mundo, ao mundo sem limites dos que não vivem em túneis; e talvez se tivesse acercado por curiosidade de uma de minhas estranhas janelas e entrevisto o espetáculo de minha irremediável solidão, ou lhe houvesse intrigado a linguagem muda, a chave do meu quadro. E então, enquanto eu avançava sempre pelo meu corredor, ela vivia lá fora sua vida normal, a vida agitada das pessoas que vivem do lado de fora, essa vida curiosa e absurda onde há bailes e festas e alegria e frivolidade. E às vezes sucedia que, quando eu passava defronte de uma de minhas janelas, ela estava esperando-me muda e ansiosa (por que esperando? e por que muda e ansiosa?); mas às vezes sucedia ela não chegar a tempo ou se esquecer deste pobre ser encarcerado, e então eu, com o rosto colado ao muro de vidro, via-a ao longe sorrir ou dançar despreocupadamente ou, o que era pior, não a via em absoluto e imaginava-a em lugares inacessíveis ou torpes. E então sentia ser o meu destino infinitamente mais solitário do que havia concebido.
plato told
him:he couldn’
believe it(jesus
told him;he
wouldn’t believe
it)lao
tsze
certainly told
him,and general
(yes
mam)
sherman;
and even
(believe it
or
not)you
told him:i told
him;we told him
(he didn’t believe it,no
sir)it took
a nipponized bit of
the old sixth
avenue
el;in the top of his head:to tell
him
"O homem é o lobo do homem" - Mogli
"Ah, mãe, ervilha de novo?" - Mendel
:: IDÉIAS GRATUITAS ::
discussões a esmo, durante uma longa viagem de volta
Nome para uma revista = original e sonoro. Uma palavra só. Matadora. Que as pessoas ouçam e já identifiquem o produto em questão.
Idéia final:
FEZES.
:: MANDUCA, JAM COCTUM EST ::
Trecho de plano detalhista anotado ao pé de uma velha
página (MEDO)
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...Enquanto isso, os maquinistas jogavam sobre eles baldes de gema de ovo, urina de vaca, éter, carne de gado, pêssegos podres, pão preto e os cabelos de uma mulher de trinta e dois anos.
:: "MERDA", DISSE A MADRE SUPERIORA :: A. Conte-me algo
nada plausível, por favor, para que eu possa acreditar. B. Posso te dar
um trecho, embora o heliporto já estivesse cheio e Polly Ann agitasse
enormes lanternas cor-de-laranja em seus braços. Nada que não pudesse
ser modificado posteriormente pelo autor da história. A. Dizia-se muito
que teria liderado a maior comunidade gótica da América Latina ao
suicídio coletivo por meio da ingestão inveterada de mamões verdes.
Polly Ann relutava ao responder, mas dava de ombros e roía a unha
do indicador direito, que já era deformado de tanta baba, por tantos
anos. B. Não, ela não
recomendava que partissem as cascas antes de engoli-los, era o que
afirmava a repórter do Post-Pittsburgh Gazette. Deixou-se levar
pelos boatos e finalmente afogou-se em sua própria baba cáustica,
mais por tédio que por outra coisa - Polly Ann odiava aquela cidade
e cuspiu nos funcionários do heliporto, antes de levantar vôo com
o dinheiro do seguro da casa ("enquanto você está aqui etc"). Decidiu
tentar a sorte como vilã em um romance Júlia ou Bianca. A. ...Mas se você
tivesse que escolher entre a Lei e a Justiça? B. Eu sou um legalista,
mas, disseram em coro, já entediados. B. "escolheria o
sabão em pó", completou o gárgula e sua esposa. A. "pois eu não
falo inglês, falo brasileiro", disse o dono da Sebolândia, irritado. B. E foi dançar.
mais um diálogo subutilizado pela literatura indie de alta costura
(uma história sobre treze peixinhos cegos e sua Canção Para Derreter
Camarões)
:: AVISO ::
já que hoje estamos impregnados de
shandices
A edição seguinte deste jornalzinho será a edição das AFTAS, a fim de manter algum tipo de nexo entre as minhas obras.
:: CORRESPONDÊNCIA ::
e-mails reais, alcalinos e suspeitíssimos, interceptados por um
inocente nenúfar.
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Expediente
Este Zine é impessoal, objetivo e imparcial. Computadores meticulosamente programados preenchem formulários, desenvolvem os textos, se emocionam, revisam e publicam a visão neutra e apolítica da coisa toda. O único responsável é a instituição "Da Redação".
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... Para ser lido na maldita hora da noite em que tudo é engraçado (que vem logo após a hora em que nada faz sentido e antes daquela em que tudo faz sentido) - Stephanie A.
## Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque estava na lista de indivíduos manquitolas da lista negra dos Illuminati. Ou então, ou então! Você está recebendo o !!DAMN!! Zine porque foi um dos 139 mil nomes escolhidos entre todos os possíveis do mundo, sorteados em uma grande urna chinesa. Você e Li-Ching-Yang. Caso não queira voltar a receber este monte de bobagens, mande um e-mail para vmbarbara@yahoo.com, e escreva na linha de assunto: "Me deixem em paz, pelas barbas de Tutatis!". (Fnord keeps a spare eyebrow in his pocket.)
"Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que ri cuidado para que não babe".
::: www.damnzine.hpg.com.br :::
nos
pusieramos todos contentos sin preguntar
por